quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A MINHA ALMA ALENTEJANA


Nasci no Alentejo, onde vivi até aos 20 anos. Cumpri o serviço militar durante 39,5 meses e voltei à minha terra Natal. Estudei durante estes anos todos e, naturalmente, como a maioria das pessoas faz, fui procurar uma vida com mais futuro, pois no nosso Alentejo, não havia como hoje também não, e escolhi Almada como segunda terra Natal, cidade hospitaleira, onde dá gosto viver.
Nunca me deliguei do Alentejo e esforcei-me sempre por manter ligado às minhas raízes. Assim, comecei a frequentar a Casa do Alentejo, embaixada do Alentejo em Lisboa, onde fiz parte dos seus Órgãos Sociais durante nove anos.
Como em Almada reside uma grande comunidade de Alentejanos, 40/50.000 residentes, naturais do Alentejo, sentimos a necessidade de se criar um ponto de encontro onde essa comunidade se pudesse encontrar, na perspectiva de continuar ligados às nossas terras de origem e promover, divulgar e preservar a nossa identidade cultural. Assim nasceu uma Associação a que se deu o nome de "ALMA ALENTEJANA", Instituição Particular de Solidariedade Social, com escritura notarial realizada no 3º. Cartório em Almada, a 13 de Abril de 1996. Hoje, com o indispensável e louvável apoio da Segurança Social, das Autarquias locais e do Alentejo, e especialmente da Câmara Municipal de Almada, damos apoio a mais de 180 pessoas, em dois Centros de Dia, no Laranjeiro e Pragal, e dois Centros de Convívio, na Cova da Piedade e na Trafaria e ainda Serviço de Apoio Domiciliário no Laranjeiro.Temos ao nosso serviço mais de 20 funcionários e um Projecto para a Construção de uma Casa de Repouso, Creche e Jardim de Infância e Quinta Pedagógica no espaço envolvente. De salientar ainda que foi graças ao grande apoio dos muitos Voluntários, Funcionários e Directores, que conseguimos atingir esta dimensão. Reformei-me e durante estes quase 14 anos tenho-me dedicado quase a tempo inteiro a esta Instituição, no propósito de poder proporcionar aos muitos menos jovens uma melhor qualidade de vida e através dos seus saberes e experiências transmitir-lhes o nosso apoio e confiança, mostrando-lhes que vale a pena viver.

4 comentários:

  1. Muito bem amigo Avó: Agora é só continuar a desenvolver a «veia», mum registo que fica para a posteridade. Um abraço
    O Alentejo não tem fim!

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  2. Amigo Luis
    Mais uma vez obrigacdo pela pac iência que tem tido comigo para me ensinar(sem rato) a alimentar o Blog.
    Um abraço

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  3. Será que este Blog «nasceu enguiçado?...é que não passa daqui...porquê?, não me saberá dizer amigo Avó?

    Saudações Alentejanas.

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  4. Isto agora nem «com rato» ou «sem rato», já lá não vai...pelos vistos é mais difícil que tocar Cavaquinhos e Viola Campaniça...

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