Editorial
A nossa alma continua presente, cada vez mais sensível e interessada em dar o seu contributo a fim de podermos dar mais estabilidade, mais segurança e mais confiança a quem nos procura. Sim acreditamos. Apesar de tudo ….apesar de sermos confrontados constantemente com notícias desagradáveis, continuamos a acreditar na solidariedade que temos que ter uns com os outros, em pensar que temos que conquistar o espírito de família e acima de tudo que só nos afirmaremos se pusermos sempre o colectivo à frente do individual.
A nossa alma cá vai continuando a esforçar-se para responder aos desafios que nos vão sendo lançados e perdoem-nos a imodéstia mas estamos crentes que temos conseguido. Sim, os nossos sonhos continuam vivos. Sim, sabemos que a razão está do nosso lado e se acreditarmos que conseguiremos espalhar mais a nossa área de influência, a nossa utilidade, teremos mais amigos a ajudarem-nos a cumprir aquilo a que nos propusemos. Estamos a cumprir o nosso plano de actividades e através dele a proporcionar às muitas famílias que connosco convivem diariamente, momentos de bem-estar e lazer, para que os menos jovens sintam que nós, órgãos sociais, também fazemos parte da sua família e que apreciamos muito a experiência e saber que nos têm transmitido. Embora, em boa hora tenham dado à nossa associação o nome de “Alma Alentejana”, justificado pela grande comunidade de alentejanos que escolheram esta hospitaleira cidade de Almada, como segunda Terra Natal, temos a porta aberta para toda a gente e um ombro amigo para partilharmos tudo o que de bom a vida nos pode dar.
Como alentejanos que somos, considerando que o Alentejo é um terço de Portugal e, não querendo falar na tão propalada crise, com o espírito solidário que nos acompanha vamos dar algumas sugestões que também, e, através desse nosso Alentejo se pudesse minimizar essa crise. Senão vejamos: se levassem à prática o primeiro projecto para construção da Barragem do Alqueva poder-se-iam ter criado mais 25.000 postos de trabalho; poder-se-ia produzir um terço da energia, a nível nacional, que infelizmente estamos a importar; através dos 125.000 hectares de regadio previstos poderíamos ser auto-suficientes em horticultura e pecuária e reduziríamos em muito os cerca 70% dos alimentos que importamos; com a construção do maior lago artificial da Europa , e consequentemente com a grande afluência e crescimento dos desportos náuticos tudo por arrasto se desenvolveria. Ainda no Alentejo, com a construção da Base Aérea em Beja e o já existente Grande Porto de Sines serão certamente mais dois grandes pólos de desenvolvimento para o País que, aproveitando todas as suas potencialidades criar-se-iam as condições que reflectiriam mais estabilidade, com especial incidência na criação de novos postos de trabalho.
Também no Alentejo como no resto do País, com um clima fantástico que temos com centenas de quilómetros de litoral, que, apesar de país pequeno temos caça e pesca e o céu mais lindo do mundo, porque é que não se criam linhas de crédito bastante bonificado para apoiar o Turismo, embora com fiscalização directa na aplicação desses capitais para não sofrerem desvios para outros fins?
Como atrás refiro só se conseguirá estabilidade se pusermos em primeiro lugar os interesses colectivos à frente dos interesses individuais e nesse sentido cá estamos para ajudar dentro do que nos é possível. Cotem connosco. Ajudem-nos a crescer. Ajudem-nos a criar mais laços de solidariedade, mais cultura, mais sensibilidade, mais compreensão e cooperação.
Despeço-me com um abraço amigo e solidário.
Joaquim Avó
Muito bem. E que tal fazer aqui um «historial» por ordem mais ou menos sequencial do que foi/é a Alma Alenetjana? Penso que será a pessoa mais indicada para o fazer e seria um bom registo para a posteridade.
ResponderEliminarO Alentejo não tem fim!